Além dos caros transmissores, a programação concentrava-se, principalmente, na transmissão de óperas e música clássica.
A audiência elitista do rádio contrastava com os ideais do pioneiro do rádio no Brasil, Edgard Roquette-Pinto.
Fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, o professor e antropólogo Roquette-Pinto dizia que o rádio era a escola de quem não tem escola.
O intelectual sonhava com uma rádio exclusivamente educativa e cultural.
E, por isso, mesmo após a liberação da propaganda no rádio, na década de 30, Roquette-Pinto se recusava a vender espaços publicitários na Rádio Sociedade.
O resultado: diversas crises financeiras dificultavam a manutenção da emissora.
Sem condições para continuar seu projeto, Roquette-Pinto decidiu doar a Rádio Sociedade ao Ministério da Educação, em 1936.
No ano seguinte, surgiu a Rádio Ministério da Educação, hoje Rádio MEC.

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